A Política é um Exercício de Responsabilidade, não de Acomodação

O AGIR tem pautado a sua atuação pela clareza, pela ética e por um profundo respeito pelos cidadãos de Ovar.
É com esse mesmo respeito que vimos esclarecer algumas falsidades e acusações postas a circular no espaço público, que visam apenas criar ruído e denegrir um projeto que nasceu da vontade genuína de servir a nossa terra.

 

Desde logo, importa esclarecer que, nenhum projeto político se propõe a eleições para não as ganhar, e, neste pressuposto, todos sabemos que quem ganhou as eleições do passado dia 12/10/2025, foi o PSD.

Ora, assumindo este resultado, e não tendo o eleitorado escolhido o projeto do AGIR, para governar o município, o AGIR, através dos seus órgãos responsáveis – composto pelos seus subscritores e por todos os cabeças de lista aos diversos órgãos autárquicos, decidiu, por maioria, celebrar um acordo de Geometria variável com o PSD por forma a permitir a estabilidade governativa do mandato autárquico, e influenciar “positivamente” o executivo para a implementação das políticas AGIR defendidas no programa eleitoral, mantendo a liberdade de se opor, nas matérias que se apresentarem contra os programas AGIR propostos a sufrágio.

 

Assim;

1. Sobre a “Traição” e a Ética: O AGIR apresentou-se aos eleitores com um programa e um conjunto de valores. A decisão de retirar a confiança política a três deputados municipais não foi uma “represália”, mas a consequência natural de uma quebra de compromisso. Quando um eleito, por discordância com uma decisão estratégica do movimento que o candidatou, opta por se aliar a outras forças políticas sem dar conhecimento prévio à estrutura interna, está a declarar, por atos, a sua desvinculação do projeto original. A retirada de confiança política é apenas o reconhecimento formal dessa realidade, que, inclusivamente passou a ser publicitada a partir do dia 30/10/2025 na página da Daniela “Patarena” (nos vários posts– assinando todos eles como Daniela “Patarena” – Deputada Independente – Assembleia Municipal de Ovar, sendo subscrita pelos restantes deputados no dia 09/11/2025).

A verdadeira questão ética é: quem é fiel ao mandato? Aquele que se mantém leal ao projeto coletivo que os eleitores sufragaram, ou aquele que o abandona para seguir um caminho individual?

2. Sobre a “Gestão Autocrática”: O AGIR é um movimento de cidadãos, com uma estrutura de decisão colegial, registada e validada. As decisões estratégicas, incluindo a retirada de confiança política, foram tomadas pelos órgãos responsáveis do movimento, em representação nos seus subscritores. Acusar o AGIR de ser uma “empresa” ou de ter um “líder que manda, pode e quer” é ignorar deliberadamente a natureza democrática e participativa do nosso projeto. É um ataque gratuito à Lígia Pode e que revela um profundo desconhecimento da realidade interna ou, pior, uma tentativa deliberada de a deturpar.

3. Sobre a “Capacidade Interventiva”: A passagem de um deputado ao estatuto de independente é uma consequência prevista na lei. Não foi o AGIR que a inventou. Se essa condição limita a sua capacidade de intervenção, essa é uma responsabilidade que cabe a quem decide abandonar o seu grupo municipal, e não a quem se limita a tomar nota dessa decisão. O Grupo Municipal do AGIR, representado pelo seu cabeça de lista, Tiago Martins, continuará a ter a sua voz, o seu tempo de intervenção e a sua capacidade de apresentar propostas, defendendo com a mesma determinação o interesse dos vareiros.

4. Sobre o Perfil de Liderança: Os ataques pessoais ao nosso cabeça de lista, Tiago Martins, são reveladores da pobreza do debate político que alguns pretendem instalar. A sua competência profissional e a sua capacidade de liderança foram, e são, um ativo para o nosso movimento. A liderança política não se mede pela agressividade da retórica, mas pela serenidade, pela capacidade de trabalho e pela lealdade aos compromissos. Qualidades que Tiago Martins tem demonstrado.

O AGIR não nasceu para se acomodar ao sistema, nem para ser uma muleta de outros partidos. Nasceu para afirmar uma visão para Ovar. Continuaremos a fazê-lo, com a consciência tranquila de que estamos a ser fiéis ao mandato que nos foi confiado. A política, para nós, é e será sempre um exercício de responsabilidade.

Lígia Pode, Líder do Agir – Pelo Desenvolvimento da Nossa Terra

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